18/11/2014

Meus textos: Uma breve história


Oi! Tudo bem com vocês? Minhas aulas estão acabando, sendo que semana que vêm só irei a escola para fazer provas, então praticamente minha última aula é amanhã (já que aqui onde moro quinta vai ser feriado, por causa da Consciência Negra, se não me engano). E eu não sei, só eu que não estou realmente tão ansiosa por essas férias? Correndo o risco de vocês me acharem realmente anormal, mas tudo bem (risos).

Bom, hoje eu acabei dormindo um pouco a tarde e acordei um tanto inspirada, então resolvi escrever um breve texto. Não sei se isso pode ser considerado uma crônica, ou mesmo um conto, mas por enquanto vamos dizer que apenas é uma história fictícia (ou talvez nem tanto). Ela talvez possa ser um tipo de desabafo pessoal, que pode ser sido algo que um dia já me afetou ou até que ainda me afete. Pois para falar a verdade nem eu sei ainda... Mas enfim, espero que gostem dele!

UMA BREVE HISTÓRIA
   Era uma vez uma menina que sempre esteve preparada para o que iria acontecer. Sempre calculista, planejava minuciosamente cada passo que daria, agindo e pensando que estaria, dessa forma, preparada para qualquer coisa que viesse a acontecer. Com isso, esperava que nunca tivesse de passar por alguma situação no qual ela não saberia como agir. Mas ela estava completamente enganada, pois a vida sempre consegue te pegar de surpresa. 
   Pois um dia a vida a colocou em apuros. Ela, que estava tão preparada para quase tudo, realmente foi pega desprevenida quando percebera que nada do que havia treinado até ali poderia ajudar naquele instante. Porque foi nesse exato momento que percebeu que não ela havia planejado aquilo de acontecer, tampouco praticado como agir àquela situação. E isso realmente a deixou aflita.
   Ela realmente pensou em surtar, em começar a chorar e lamentar pelo fato de não ter conseguido calcular aquilo, e ainda se descontrolar, tentando achar uma brecha para pôr em prática qualquer coisa que um dia já tinha treinado para fazer. Mas ela fez isso? Num primeiro momento quase fez, mas então ela parou. A menina simplesmente permaneceu parada e tentou analisar a situação em que estava. Não havia brecha. Não havia como escapar daquilo. Ela não poderia simplesmente esperar que alguma coisa caísse do céu e a salvasse de fazer alguma coisa constrangedora, afinal a vida não era assim. A vida não era assim...
   Ela passara tanto tempo planejando a sua vida, traçando retas e caminhos, decidindo e estudando quais seriam as melhores atitudes que ela deveria tomar nas circunstâncias em que ela um dia encontraria, tentando realmente manipular a sua história, e foi só naquele momento que ela percebeu o quão exaustivo era tudo aquilo. Foi só naquele momento que ela percebeu que não poderia simplesmente se dar por derrotada por ter sido pega de surpresa. A vida não era como uma peça teatral, onde havia um roteiro e você sempre devia segui-lo. As vezes, ou muitas, você precisa improvisar. Você precisa agir sem ficar pensando no que pode acontecer depois. E foi exatamente isso que ela fez, ela simplesmente agiu. Esqueceu de todo o roteiro que havia tentado fazer da sua vida e pela primeira vez tentou improvisar, tentou agir como achou que era o melhor naquele momento, encarando aquilo como um novo desafio para si. 
   No começo foi bem complicado para ela, e a menina até pensou se não seria melhor abaixar a cabeça e desistir daquilo. E talvez mudar um tipo de rotina, no início, realmente possa ser bastante frustrante, afinal você, que estava sempre tentando se proteger antecipando suas ações, de repente se vê exatamente sem essas proteções, como se de repente você ficasse totalmente pelado. Mas depois que você se acostuma a isso toda esse desconforto começa a passar. Talvez demore um pouco, mas ela passa. E para a menina não foi o contrário. 
   E no final de tudo ela se sentiu tão bem, mas tão bem. Sua autoconfiança aumentou tanto, mas tanto, que ela começou a se perguntar porque ela não tinha feito tudo isso antes. Por que ela precisou ter sofrido tanto, tentando evitar as consequências que tanto a aturdiam, mas que no final muitas vezes nem chegaram a acontecer. Pois foi só assim que ela percebeu que ela não precisava mais ficar com tanto medo de enfrentar a sua vida, mas simplesmente vivê-la. Que não precisava mais ficar se preparando, pois ela tinha capacidade para seguir suas próprias intuições.
   Talvez agindo dessa maneira nem sempre as coisas saíssem tão bem como ela esperava, ou as vezes saíssem, ou ainda as vezes saíssem muito melhor. Afinal, como disse, a vida é completamente imprevisível. E tentar compreender a vida é algo que realmente não vale a pena, porque afinal, você prefere passar o tempo tentando calcular e escrever o seu futuro ou simplesmente vivê-la da melhor maneira e deixar que ela mesmo se escreva?
   E quando a menina finalmente se deu conta de tudo isso e começou a pôr essa nova ideia em prática, ela sentiu um alívio tão grande, como se algo pesado enfim desaparecesse de suas costas...

3 comentários:

  1. Oi, tudo sim, espero que tenha tido um bom último dia de aula u-u Com todas aquelas pessoas hipocritas te abraçando ou os seus amigos, não sei -q enfim

    Quando você assiste um filme bom, mesmo sem saco, um filme de 2 horas parece que tinha apenas 1 hora de relógio pois coisas boas passam muito rápido, e foi exatamente como eu me senti quando li o seu texto. Você escreve muito bem, e conseguiu relatar uma situação simples e comum em uma forma detalhada, sensível e extensa, mas não sendo entediante, mas muito agradável de se ler, parabéns! Sobre o tema do texto em si, eu não sei bem o que dizer, mas se relatou como você se sentiu um dia, é muito bom saber que se livrou desse peso, e muito chato pensar que se livrou de uma forma tão perversa, ao ponto de chegar perto de enlouquecer. No mais, adorei o texto, e o blog também.

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    1. Ah, adorei o nome do blog!

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    2. Muito obrigada, mesmo!! Sim e não huahah, mas acho que é algo cujo cada dia eu consigo um progresso... Mas realmente, escrever sobre esse tema foi um tanto libertador mesmo. Enfim, obrigada novamente pelos elogios, fico muito feliz que tenha gostado do blog. E do nome huahah!

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